canções, poemas, escritos

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

o vento e o dragão

o desejo como um livro folheado.

eu conto todos

meus anos de aprendizagem

em abrir territórios em mim

supondo que sobrariam só partículas

dos catalisadores, dos funis

que feito em campo minado

eu cairia de costas

e inauguraria túneis em mim

eu sabia que ventos passariam

eu sabia que haveria quentes, secos

mistrais que carregam o azul no coração de uma tempestade

eu sabia os gestos

quando minhas mãos protegeriam meu rosto

ou dançariam, abertas em catavento

ou simplesmente dançariam juntas como

morcegos provando uma nova luz

a abolição dos limites entre as cores

das cavernas e dos prados

os perigos se exercitando nos tons pacientes

a brisa morna caindo no punho do desejo

sussurrar sem saber

qual passo carrega sombra e luz

e qual nome de vento sustenta o baile embriagado

de um dragão de papel.

Um comentário:

  1. esse poema é muito belo, a delicadeza dos opostos, eu amo o que tu escreves, babye, vamos fugir ao papel, please, lov u. sim, tanto pra conversarmos ainda sobre tudo.

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