o desejo como um livro folheado.
eu conto todos
meus anos de aprendizagem
em abrir territórios em mim
supondo que sobrariam só partículas
dos catalisadores, dos funis
que feito em campo minado
eu cairia de costas
e inauguraria túneis em mim
eu sabia que ventos passariam
eu sabia que haveria quentes, secos
mistrais que carregam o azul no coração de uma tempestade
eu sabia os gestos
quando minhas mãos protegeriam meu rosto
ou dançariam, abertas em catavento
ou simplesmente dançariam juntas como
morcegos provando uma nova luz
a abolição dos limites entre as cores
das cavernas e dos prados
os perigos se exercitando nos tons pacientes
a brisa morna caindo no punho do desejo
sussurrar sem saber
qual passo carrega sombra e luz
e qual nome de vento sustenta o baile embriagado
de um dragão de papel.
esse poema é muito belo, a delicadeza dos opostos, eu amo o que tu escreves, babye, vamos fugir ao papel, please, lov u. sim, tanto pra conversarmos ainda sobre tudo.
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