.ainda que tudo sumisse
ainda que eu fosse
mais que tudo
que saísse vencendo
o mundo
restaria sempre esse
pouco d'água
essa profusão de falhas
no chão
os seísmos secretos tão
fundos
que ainda que tudo sumisse
que eu vencesse mundos
haveria a lágrima veneno à beira
por baixo de meu corpo deitado
em horizonte de cordilheira
o derradeiro abalo que eu falo
e que me cala.
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