canções, poemas, escritos

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

tatu

tatu

meu corpo se tatua

nome, âncora, lágrima que atua

correndo do olho-terceiro

flor solitária em solo estrangeiro

fala primária em som estrangeiro

que transcreve tudo e diz tão pouco

por fim a tinta preta

procura um mar

um porto, um marinheiro, um bar

um copo a encher ou uma veia seca

nas minhas cavidades

se estampa uma constelação que transpira pouco

na fala estranha do meu corpo

na carapaça encolhida

o espectro da mancha que só eu

sei

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