tatu
meu corpo se tatua
nome, âncora, lágrima que atua
correndo do olho-terceiro
flor solitária em solo estrangeiro
fala primária em som estrangeiro
que transcreve tudo e diz tão pouco
por fim a tinta preta
procura um mar
um porto, um marinheiro, um bar
um copo a encher ou uma veia seca
nas minhas cavidades
se estampa uma constelação que transpira pouco
na fala estranha do meu corpo
na carapaça encolhida
o espectro da mancha que só eu
sei
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